Este Espaço terá continuidade em http://graalrik.blogspot.com com os mesmos conteúdos e filosofia. A todos que visitaram este Espaço fica o agradeçimento e votos de felicidades para o ano corrente, 2012.
Alma Lusa
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Alma Lusa
Prossigo com as minhas explanações sobre o enteal e sua atuação na Criação. Necessário é que eu aí dê primeiro uma pequena perspetiva sobre o ambiente mais próximo dos seres humanos terrestres, que é mais fácil para a compreensão terrena antes que, partindo de cima para baixo, Eu deixe tornar vivo diante de vossos olhos o grande quadro de todos os acontecimentos.
Por isso tomemos, inicialmente, aqueles enteais que se ocupam com a matéria grosseira. Eles, em si, se compõem de muitos setores específicos, formados pela espécie de sua atividade. Existem, por exemplo, setores que agem completamente independentes dos seres humanos, e que dirigidos apenas do alto se ocupam do permanente evoluir de novos corpos celestes. Favorecem sua manutenção, bem como seu curso, e também sua desintegração onde se tornar necessária na super-madureza para, segundo as leis primordiais, poderem surgir em nova forma, e assim por diante. Mas esses não são aqueles setores dos quais hoje nos queremos ocupar.
São os pequenos para os quais nos queremos voltar. Já ouvistes falar muitas vezes dos elfos, das ondinas, dos gnomos e das salamandras, que se ocupam com a visível matéria grosseira da Terra; bem como, da mesma maneira nos outros corpos celestes de matéria grosseira. São os mais densos de todos e por isso, também mais fáceis de serem vistos por vós.
Sabeis deles, porém ignorais ainda a sua ocupação. Acreditais, pelo menos, saber já com que eles se ocupam. Acreditais, pelo menos, saber já com que eles se ocupam; falta-vos, porém, qualquer conhecimento a propósito da maneira pela qual sua atuação ocorre, e como esta se realiza sempre de acordo com as leis da Criação.
Aliás, tudo isso a que designais já de saber, não é um reconhecimento real e intangível, mas apenas um inseguro tatear, erguendo-se grande alardo quando, aqui e acolá, seja aí algo encontrado quando ocasionalmente deparam em suas desordenadas tentativas de descobrimento, tão ínfimas em relação à Criação, com uma partícula de pó, de cuja existência muitas vezes é surpresa.
(…)
Já falei certa vez que os pequenos enteais ao vosso redor são influenciáveis pelo espírito humano e, conforme isso, podem atuar o bem ou, até o mal.
Essa influência, porém, não ocorre naquele sentido como pensais. Não que possais ser senhores sobre esses entes, que pudésseis dirigi-los!
Poder-se-ia até certo grau isto denominar assim, sem dizer algo errado; pois, para vossos conceitos e em vossa língua desse modo está corretamente expresso porque vedes tudo do vosso lado e, conforme isso, julgais. Por essa razão muitas vezes tinha que falar-vos em minha Mensagem da mesma maneira, para que me compreendêsseis. Eu podia nisto também fazê-lo, por não fazer nenhuma diferença, neste caso, para a vossa atuação certa.
Intelectivamente, naquela ocasião isto estava muito mais perto de vós, porque correspondia mais à sintonização do vosso intelecto, quando vos disse que sempre influenciais fortemente com a vossa vontade todo o enteal à vossa volta e que este também se orienta segundo o vosso pensar, o vosso atuar porque sois espirituais!
Isto permanece literalmente verídico, porém a causa disso é outra; pois, a condição propriamente dita de todas as criações que se acham dentro da lei desta Criação, as quais, portanto, vivem dentro da Vontade de Deus, procede tão-só de cima! E a isso pertencem todos os enteais.
Nunca se acham submetidos à vontade alheia, nem passageiramente. Nem ali onde a vós assim pareça.
Os pequenos enteais, que citei para vós, espíritos humanos, orientam-se de facto em sua atuação segundo a vossa vontade e segundo o vosso agir, contudo a atuação deles se acha, apesar disso, tão-só na Vontade de Deus!
Isso é um aparente enigma cuja solução, porém, não é tão difícil; pois, necessito para isso apenas mostrar-vos agora o outro lado, o daquele de onde vós a tudo observais.
Visto do vosso lado, vós influenciais os pequenos enteais!
Visto, porém, do lado da Luz, eles apenas cumprem a Vontade de Deus, a lei! E como toda a força, para atuar, só pode vir da Luz, o lado certo será aquele outro do vosso!
Mas, não obstante, consideremos primeiro, para melhor compreensão, a atividade vista do vosso lado. Com o vosso pensar e o vosso agir influenciais os pequenos enteais, segundo a lei, de que o espírito aqui ma matéria exerce com cada vontade uma pressão, também sobre o pequeno enteal. Esses pequenos enteais moldam depois na parte fina da matéria grosseira tudo quanto aquela pressão lhes transmite. Digamos, portanto, observando do vosso lado, que eles executam tudo quanto vós quereis!
Em primeira linha, aquilo que quereis espiritualmente. O querer espiritual, porém, é sentimento intuitivo! Os pequenos enteais moldam isso na parte fina da matéria grosseira exatamente de acordo com a vontade emitida pelo espírito. Eles pegam imediatamente o fio que surge do vosso querer e do vosso agir e moldam, no fim desse fio, aquela configuração que corresponde exatamente a esse fio do querer.
É dessa maneira a atuação dos pequenos enteais, que ainda não conheceis em sua função específica.
(…)
São três as espécies desses enteais que aí são ocupados. Uma espécie tece todos os fios do vosso sentir intuitivo, a segunda espécie os fios do vosso pensar, e a terceira espécie os fios das vossas ações.
Não é acaso, apenas um tecido, mas três; são porém, entrelaçados e, por sua vez, ligados também a muitos outros tecidos ainda. Toda uma legião trabalha nisso. E esses fios têm cores, cada qual conforme a sua espécie. Mas tão longe ainda não devo ir nestes esclarecimentos, do contrário chegaremos a algo ainda inapreensível por vós e jamais acharíamos um fim. Não poderíeis, assim, obter um quadro nítido.
Permaneçamos, pois, por enquanto, ainda no ser humano, individual. Dele partem, além de outras espécies, três tecidos de diferentes espécies, porque o seu sentimento intuitivo nem sempre é igual ao seu pensar e, por sua vez, o seu pensar nem sempre se acha em exata concordância com o seu agir! Além disso, os fios do sentimento intuitivo são de espécie totalmente outra; pois, eles se estendem até à matéria fina e até o espiritual e ali são ancorados, ao passo que os fios do pensar apenas permanecem na parte fina da matéria grosseira tendo que ali serem extintos vivencialmente.
Os fios das ações porém são ainda mais densos e mais pesados, sendo por isso ancorados mais próximos da existência terrena, tendo portanto que ser, após o falecimento na Terra, percorridos e extintos vivencialmente, em primeiro lugar, antes que uma alma possa prosseguir.
Não imaginais absolutamente quão longo já é o caminho de muitas almas só para que atinjam a matéria fina! Do espiritual, nem é de se falar.
A tudo isso o ser humano, em sua superficialidade, chama sucintamente de além, e com isso se satisfaz. Em sua preguiça, põe tudo numa panela só.
(…)
Assim faço surgir agora quadro após quadro da Criação até que recebais uma visão uniforme e ampla que jamais vos permitirá cambalear em vossos caminhos, nem deixará que vos percais, pois então estareis cientes. Aquele que ainda então, não quiser orientar seu caminho para as alturas luminosas, este, já desde a base, deve estar completamente corrompido e condenável.
Abdruschin
Excerto da dissertação, Os pequenos Enteais, da obra “Mensagem do Graal” Na Luz da Verdade, volume III.
Esta dissertação (Pág. 171) pode ser lida em formato PDF, integralmente, ou descarregar o livro.
Solenidade da Estrela Radiante, Amor Divino! Dia de Devoção pelo Amor do Altíssimo, amparo e força para a nossa evolução espiritual na caminhada pelas planícies da matéria rumo à Pátria, de onde viemos e para onde deveremos voltar depois da peregrinação!
UM SANTO NATAL e FESTAS FELIZES
Do entulho dogmático da História ressuscita a Palavra viva de Jesus, na Mensagem do Graal, Na Luz da Verdade, repleta de sabedoria e conhecimento das leis da Criação, expandida para o tempo presente e para esta Humanidade mais conhecedora e formada.
E assim se revela a Palavra de Jesus, em toda a sua beleza e força, revelando a magnificência da Criação e o Amor de Deus que Ele, Jesus, é!
Círculo do Graal
***
Em minha Mensagem tenho falado muitas vezes do enteal na Criação. Tenho falado de sua espécie e de sua atuação, bem como da significação para o espírito humano, para o qual ele aplaina os caminhos da Criação para seu desenvolvimento até o aperfeiçoamento.
Tudo isso já vos é conhecido.
Ainda assim, considero necessário falar agora mais uma vez de modo mais pormenorizado de tudo quanto é enteal, para que o ser humano tenha ensejo de assimilar em si todo o quadro desse atuar.
O “enteal”, é uma expressão que eu próprio vos dei, por melhor expressar aquilo que é capaz de vos dar uma determinada forma para vossos conceitos sobre o atuar, bem como sobre a espécie desse componente da Criação, importante para todo o atuar.
O “enteal”, chamemo-lo também de “essencial” para a Criação, ou melhor ainda “aquilo que visivelmente se evidencia” na Criação, talvez então tornar-se-á mais compreensível ainda para vós o que, de facto, quero dizer com a expressão o “enteal”.
Podemos ainda empregar outras definições do vosso vocabulário para formulá-lo ainda melhor. A isso pertence a expressão: o que “une”, ou apenas: o que “liga” e o que, com isso fica “ligado”.
Depois de todas estas expressões transitórias, posso por fim dizer calmamente: o que “molda”, sem que aí penseis que o enteal criaria as formas por sua própria vontade; pois, isso seria errado visto que o enteal pode apenas moldar a formas quando por trás dele estiver, impulsionando, a Vontade de Deus, a viva lei primordial da Criação.
Podemos chamar também o enteal de a força propulsora que executa e mantém a moldagem das formas! Assim talvez vos seja mais fácil dar à vossa capacidade raciocinadora o conceito aproximadamente certo.
Enteal, isto é, o que se evidencia pela forma visivelmente e, por isso também, transmissível em quadro, é tudo fora de Deus. Deus, Ele mesmo, tão só, é Inenteal. Assim denominado para a diferenciação do conceito do enteal.
Por conseguinte, tudo quanto está fora de Deus, Inenteal, é enteal e formado!
Tomai isso, pois, para noção básica da compreensão.
Enteal, portanto, é tudo fora de Deus. E como fora de Deus só existe a irradiação de Deus. Por conseguinte o enteal é então a natural e inevitável irradiação de Deus.
O enteal é, portanto, muito mais amplo e alto do que pensáveis. Está fora de Deus abrangendo tudo, porém, divide-se em muitas gradações segundo o grau de resfriamento a isso condicionada, e da devida distância de Deus.
Se conhecerdes direito a Mensagem, sabereis que nela já falei a respeito do Divino-Enteal que se acha na esfera Divina e, também, do espírito-enteal que, por sua vez se divide em espírito-primordial-enteal, e em espírito-enteal; a seguir mencionei o degrau do simplesmente-enteal, ao qual se ligam, em escala descendente, a matéria fina e, por fim, a matéria grosseira com todas as suas diversas transições.
Como, porém, tudo é enteal, afora o próprio Deus, apenas denominei as diversas espécies simplesmente de Divinal, espírito-primordial, espiritual e enteal, e mais ainda a matéria fina e a matéria grosseira como diferentes gradações para baixo.
Na fundamental característica geral existem somente duas; Inenteal e enteal.
Inenteal é Deus, ao passo que Sua irradiação deve ser chamada enteal. Algo diferente não existe; pois tudo quanto se encontra fora de Deus se origina e se desenvolve exclusivamente da irradiação de Deus.
(…)
Abdruschin
Excerto da dissertação, O Enteal, da obra “Mensagem do Graal” Na Luz da Verdade, volume III.
Esta dissertação (Pág. 163) pode ser lida em formato PDF, integralmente, ou descarregar o livro.
É uma lástima que até mesmo perante coisas sérias os seres humanos passem de maneira obtusa e que, em sua indolência espiritual, apenas reconheçam tudo quanto são obrigados a reconhecer. Todavia nessa indolência mortífera se acham apenas os efeitos da livre vontade de toda a humanidade até agora empregada tão pecaminosamente.
Todos os seres humanos se acham dentro da lei, como qualquer criatura; são segurados e perpassados pela lei e, dentro da lei, e através da lei, se originaram também. Vivem nela e, com o livre arbítrio, tecem eles próprios o seu destino, os seus caminhos.
Esses caminhos tecidos por eles próprios também os levam acertadamente, nas encarnações aqui na Terra, àqueles pais de que necessitam imprescindivelmente para a sua infância.
Assim chegam, também, àquelas condições que lhe são úteis, porque recebem assim exatamente aquilo que, como fruto dos fios da própria vontade, amadureceu para eles.
E da experiência vivencial daí resultante, continuam a amadurecer; pois, se a vontade anterior foi má os frutos serão correspondentes, aos quais elas devem aí aprender a conhecer. É esse acontecer, com suas indesviáveis consequências finais, simultaneamente também com a satisfação constante dos desejos já tidos e que escondidos repousam em cada vontade, que constituem o impulso para cada vontade. Tais frutos, porém, muitas vezes chegam numa vida terrena posterior, mas nunca deixam de surgir.
Residem nessas consequências, além disso, concomitantemente, ainda os resgates de tudo aquilo que o ser humano formou até aí, seja de bem ou de mal. Tão logo extraia disso ensinamentos para o reconhecimento de si mesmo terá também a possibilidade absoluta de subir a cada instante, bem como de qualquer situação da vida; pois, nada é tão difícil que não se possa modificar com sincera vontade para o bem.
Assim age tudo em constante movimento, sem interrupção na Criação toda e, sempre, também, o espírito humano tece, como toda criatura, seu destino nos fios da lei, o modo de ser do seu caminho. Cada manifestação do seu espírito, cada oscilação da sua alma, cada ação do seu corpo, cada palavra, ata para ele inconsciente e de modo automático novos fios aos já existentes, uns aos outros, uns com os outros, uns através dos outros. Forma e forma; já de antemão aí o nome terreno que, numa vindoura existência terrena, deverá usar, e que, inevitavelmente, terá que usar, já que os fios de sua própria tessitura, segura e imutavelmente, o conduzem para lá!
Por isso cada nome terrestre também está na lei. Nunca é casual, nunca sem que o próprio portador tenha antes estabelecido a base para tanto, porque cada alma corre pelos fios da própria tessitura, como sobre trilhos, irresistivelmente para lá, para a encarnação, exatamente aonde pertence segundo a lei primordial da Criação.
Endurecem aí os fios, por fim, cada vez mais na progressiva densificação material, onde as irradiações da parte mais densa da matéria fina se tocam estreitamente com as irradiações da parte fina da matéria grosseira, dando-se as mãos para uma interligação firme, de espécie magnética, para o tempo de uma nova existência terrena.
A existência terrena de cada vez perdura então tanto, até que a intensidade original dessas irradiações da alma se modifique através de resgastes de toda sorte na vida terrena, com o que, simultaneamente, aquela força de atração magnética se dirija mais para cima do que para baixo, para o que é de matéria grosseira, pelo que, por sua vez, resulta, finalmente, na separação da matéria fina da alma do corpo de matéria grosseira, de acordo com a lei, visto que uma verdadeira mistura nunca ocorreu, mas, tão só, uma anexação que foi mantida de maneira magnética através de uma bem determinada força calorífica das irradiações mútuas.
Mas também acontece que a alma de um corpo destruído por violência ou combalido por doença, ou enfraquecido pela velhice tenha que se separar no instante em que este, devido ao seu estado alterado, não possa gerar mais aquela intensidade de irradiação que produza tal força de atração magnética necessária, a fim de cooperar na ligação firme da alma com o corpo! (…)
Abdruschin
Excerto da dissertação, O Nome, da obra “Mensagem do Graal” Na Luz da Verdade, volume III.
Esta dissertação (Pág. 158) pode ser lida em formato PDF, integralmente, ou toda a obra.
Mesmo que já tenha declarado que uma pessoa nunca poderá realmente ver a Deus, porque a sua espécie não possui absolutamente a capacidade para isso, não obstante tenha em si o dom para reconhecer Deus em Suas obras.
Isso não se dá da noite para o dia nem lhe é dado durante o sono, pelo contrário, custa sério esforço, grande e forte vontade sendo imprescindível também a pureza.
A vós, criaturas humanas, é dado o insatisfeito anseio pelo reconhecimento de Deus, ele está incutido em vós com o propósito de que não possais encontrar sossego algum nas vossas peregrinações através do após-Criação que vos são permitidas realizar com a finalidade do vosso desenvolvimento, para que, tornando-vos consciente, aprendais, cheios de gratidão a usufruir as bênçãos que os universos encerram e vos oferecem.
Se em vós encontrásseis sossego durante estas peregrinações, este sossego vos traria então como consequência a paralisação que encerra, para vosso espírito, enfraquecimento, decadência e, por fim, também, inevitável desintegração uma vez que por esse modo não se obedece à lei primordial do movimento necessário. Pois, a engrenagem das leis automáticas na Criação é para o espírito humano como uma fita rolante que o transporta sem interrupção, na qual, no entanto, cada um que não souber se manter em equilíbrio, poderá escorregar, tropeçar e cair.
Manter o equilíbrio é neste caso o mesmo que não perturbar a harmonia da Criação, observando as leis primordiais da Criação. Aquele que tropeça e cai, aquele que não sabe manter-se aí de pé, será arrastado, pois a engrenagem por sua causa não parará um segundo sequer. O arrastamento, porém, fere. E, para poder tornar a levantar-se, esforços aumentados são então necessários e, ainda mais, a recuperação do respetivo equilíbrio. Com o constante movimento do ambiente isto não é tão fácil. Se não conseguir, o ser humano será lançado para fora da rota, para o meio das rodas da engrenagem e aí triturado.
Por isso sede gratos, vós, criaturas humanas, que o anseio pelo reconhecimento de Deus não vos permita sossego em vossas peregrinações. Dessa forma escapais, sem o saber, de múltiplos perigos na engrenagem universal. Não tendes, porém, compreendido que esse anseio existente dentro de vós, também a ele o torceste, tendo feito dele apenas uma perturbadora inquietação.
Procurais então atordoar ou contentar a inquietação novamente com algo de modo errado. E como para tanto só empregais o intelecto, naturalmente lançais mão de desejos terrenos, esperais receber satisfação a essa ansiedade através do acúmulo de riquezas terrenas na aceleração do trabalho ou em divertimentos distrativos, na comodidade que debilita e, quando muito, talvez uma espécie pura de amor terreno por uma mulher.
Contudo nada disso vos traz proveito, nem vos auxilia. Poderá, talvez, amortecer por curto tempo o anseio que convertestes em inquietação, não consegue, porém, apagá-lo para sempre mas tão só afastá-lo aqui e acolá. Esse anseio não reconhecido por vós impele a alma humana sempre de novo, instigando a criatura humana terrestre através de muitas vidas terrenas se, por fim, não procurar compreender o seu sentido, sem que aí amadureça para, como é desejado, poder ascender às regiões leves, mais luminosas e mais belas deste após-Criação.
O erro é do próprio ser humano, que dá pouquíssima ou nenhuma atenção a todos os auxílios que lhe são doados na ilusão de sua auto-suficiência, por causa dos enlaçamentos do intelecto que ele amarrou em torno de suas asas espirituais.
(…)
Eu, porém, vos digo: Quem não estiver atuando dentro das leis de Deus, não receberá mais auxílio algum proveniente da Luz! O conhecimento das leis de Deus na Criação é condição! E, sem o auxílio proveniente da Luz hoje é de todo impossível a construção verdadeira!
A crença de uma pessoa em sua própria missão e a crença daqueles que a seguem de nada adiantarão a uma criatura humana terrena. Tudo ruirá junto com ela exatamente naquele lugar onde os efeitos das leis de Deus nela tocarem.
E cada criatura humana está colocada agora diante desses efeitos segundo a Sagrada lei de Deus! É nisso que reside o julgamento temido por todos os fiéis!
Os fiéis! Vós todos que vos tendes na conta de fiéis a Deus, examinai a vós, se a vossa fé, a que tendes em vós, é de facto certa!
Não me refiro aqui à maneira como acreditais se, como católico ou protestante, como budista ou maometano ou, de qualquer forma, Eu me refiro a vossa maneira de crer, até que ponto seja ela viva!
Pois Deus é Deus! E como vós vos aproximais d′Ele em vosso íntimo, isto tão só é determinante para a força e a legitimidade de vossa fé!
Assim, pois, examinai-vos cuidadosamente. Eu quero mostrar-vos como podeis encontrar o caminho a fim de obter uma indicação a esse respeito.
(…)
Criaturas humanas, despertai! Recuperai o perdido. Uma vez mais vos aponto o vosso caminho! Dai vida e movimento, finalmente à vontade hirta que tendes e, então, encontrareis o grande reconhecimento de Deus que já devíeis possuir desde muito se não tivésseis ficado para trás no progresso do desenvolvimento das grandes criações!
Notai, nada deveis excluir do que toda a humanidade aqui na Terra já teve que vivenciar; porque ela vivenciou sempre aquilo que foi necessário para ela. E se nisso andou errada, segundo a própria vontade, sobreveio a destruição. A Criação avança ininterruptamente para a frente alijando de si todo fruto apodrecido.
Abdruschin
Excerto da dissertação, O Reconhecimento de Deus, da obra “Mensagem do Graal” Na Luz da Verdade, volume III.
Esta dissertação (Pág. 145) pode ser lida em formato PDF, integralmente, ou toda a obra.
Milhões de seres humanos terrenos se consideram pesquisadores, mas não o são! Entre a procura humilde e a pesquisa arrogante existe grande diferença.
Mesmo assim eles se cognominam pesquisadores da verdade e até se presumem de já serem sábios nesse pesquisar.
Tal presunção poder-se-ia classificar, simplesmente, como grotesco ridículo se, tantas vezes, não tivesse perigo em si, e tendo sido perigosa desde sempre. Pois, pesquisar, perscrutar, é apenas trabalho do intelecto. Mas o que é que pode esse intelecto que provém de cérebros de matéria grosseira e por isso também sujeitos às leis primordiais da Criação de matéria grosseira, pesquisar o que é do espiritual do qual em espécie nada tem de análogo. Nesse único e bem natural facto, já tem que desmoronar tudo!
Já no limite da parte fina da matéria grosseira o ser humano não pode prosseguir com a sua vontade de pesquisar.
A matéria fina é e permanecerá para o intelecto humano uma espécie estranha com a qual não pode estabelecer ligação. Mas, sem ligação, outrossim não pode haver nunca uma compreensão nem mesmo uma visão ou uma audição, menos ainda um pesquisar, examinar ou classificar nos conceitos de matéria grosseira que ao intelecto não podem faltar como prova de que se acha sob as leis de matéria grosseira, às quais permanece firmemente ligado.
Assim, cada pesquisador de até então, ou “perscrutador espiritual”, permaneceu sempre estreitamente ligado à matéria grosseira e nunca podia ir além de seus limites mais finos, mesmo com reais e elevadas realizações. A lei primordial da Criação o retém ferreamente. Não há para ele qualquer possibilidade de prosseguir.
Por essa razão tinham, também, que malograr muitas vezes tão miseravelmente muitas das assim chamadas comissões examinadoras, que se dignavam ou se sentiam convocadas para querer “examinar” propriedades mediúnicas e os seus resultados, referentes à sua legitimidade, a fim de pronunciar um julgamento segundo o qual a humanidade devesse se orientar.
Calamitoso malogro esteve sempre do lado desses examinadores embora quisessem deixar parecer o contrário, acreditando, de certo também eles mesmos no seu julgamento. A consequência das inflexíveis leis da Criação prova o contrário e fala contra eles. Qualquer outra argumentação é contra a imutabilidade das leis Divinas, portanto falsa e errónea obra humana, à qual servem como motivo propulsor a baixa vaidade e presunção da mais estreita limitação.
(…)
Observai, pois, todos aqueles que gostam, de maneira ostensiva, de falar de acontecimentos de matéria fina ou até de acontecimentos espirituais. Logo percebereis que nada sabem realmente sobre isso. Principalmente aqueles que muitas vezes falam sobre o carma! Deixai tais pessoas dar-vos uma explicação sobre o carma. Ficareis atónitos ante a desordenada confusão que aí ouvireis.
E quem não fala a respeito mas pergunta com certa humildade, primeiramente olhai-o mais de perto antes de dardes a resposta. A maioria dos que fazem perguntas a esse respeito quer descobrir no carma uma desculpa para si e para as suas fraquezas. Estão sedentos disso para, com fé em seu carma, conservar calmamente suas fraquezas e às vezes até impertinências com a autodesculpa de que a causa disso seja seu carma, se disso lhes resulta algo desagradável. Com expressão hipócrita suspiram prazerosamente: “É o meu carma, que tenho de resgatar!” Continuam com o suspirar, mesmo que com um pouco de consideração para com o próximo e um pouco de autoeducação, poderiam modificar e evitar muita coisa, com o que se tornam tiranos do ambiente destruindo a harmonia!
Não pensam e nem querem pensar que justamente assim acarretam um carma que os faz retroceder séculos!
Palavrório, nada mais do que palavrório, é tudo isso oriundo da vaidade e da falta de real boa vontade! É uma pena pelo único minuto que uma criatura humana sacrifica a tais indolentes do espírito. Não vos importais com eles e tomai a sério uma coisa: Quem realmente é sábio, jamais tagarelará!
Ele não utiliza seu saber para entretenimento, nem o oferecerá para isso! Apenas dará resposta a uma pergunta séria e isso mesmo de modo hesitante até ficar ciente de que é a vontade realmente sincera que conduz o indagador a isso.
A conversa das criaturas humanas a esse respeito é, na maior parte, apenas som vazio; pois, a compreensão de todos os seres humanos terrestres não pôde ultrapassar os limites da matéria grosseira devido aos erros que cometeram na Criação os quais os detém devido à indolência de seus espíritos que confundiram com intelecto terreno criando assim para si próprios a limitação inferior.
Deixai, doravante, vós, criaturas humanas terrestres da época atual, de formar uma opinião sobre coisas que não podeis compreender!
Demasiado pesada é a culpa que, com isso atirais sobre vós. Não menos pesada do que aquela que outrora os seres humanos lançaram sobre si quando, por bronca cegueira, atiraram muitos milhares ao sofrimento e à miséria tirando, de muitos mesmo, a vida terrena com a morte pelo fogo, após dias cheios de martírios. Perante a lei do Senhor é o mesmo se hoje acusardes a tais de fraude ou apenas de grosseira mistificação!
Esforçai-vos, finalmente, por cumprir vossos deveres para com vosso Deus e em reconhecer as leis de Deus, antes de quererdes julgar! Não tendes direito algum a esperar por perdão.
Vós mesmos perdestes o direito devido a vossa própria lei de que o desconhecimento não pode proteger ninguém do castigo!
Olho por olho, dente por dente, assim sucederá agora com aquelas criaturas humanas que não querem de modo diferente e não ouvem a lei do Senhor!
Abdruschin
Excerto da dissertação, No limite da Matéria Grosseira, da obra “Mensagem do Graal” Na Luz da Verdade, volume III.
Esta dissertação (Pág. 138) pode ser lida em formato PDF, integralmente, ou toda a obra.